A evolução após o 25 de Abril de 1974
O “Movimento das Forças Armadas” (MFA) pós fim à ditadura fascista em 25 de Abril de 1974. O Partido Comunista saiu da clandestinidade, tendo aparecido como a única estrutura política organizada, apesar de estar muito pouco implantado em Portugal. A Intersindical, que havia estado na clandestinidade entre 1970 e 1974, apareceu como força sindical unitária antifascista.
Entre o 25 de Abril e o l Maio, os trabalhadores ocuparam as sedes dos antigos sindicatos corporativos (em muitos casos de uma forma espontânea) , expulsando os dirigentes fascistas e nomeando novos responsáveis. O PCP, que, imediatamente após o 25 de Abril, criou um aparelho de dirigentes permanentes em todo o território nacional, foi a força política que melhor partido tirou desta situação, tornando-se, em Setembro de 1974, a tendência maioritária no seio do movimento sindical.
As tendências políticas minoritárias no seio da Intersindical eram representadas pelos católicos progressistas e pelos socialistas. A partir de 1975, os sindicalistas socialistas, aliados a outros sindicalistas, como é caso dos que se encontravam na esfera do Partido Popular Democrático (o actual Partido Social Democrático) e a pequenos grupos marxistas-leninistas, começaram a concorrer às eleições sindicais e a controlar alguns sindicatos, especialmente no sector dos serviços (banca, seguros, escritórios, etc).
Em Julho de 1975 realizou-se o I Congresso da Intersindical. Este Congresso coincidiu com a promulgação da nova legislação sindical, a qual impunha o principio da unidade orgânica, determinando a Intersindical como ,,a central nacional única dos trabalhadores portugueses”. Aquando deste I Congresso, as correntes minoritárias, com, à cabeça, os sindicatos dos Bancários do Norte, dos Têxteis do Sul, da Confecção do Porto, de Braga e dos Ourives, contestaram radicalmente as teses colectivistas da maioria comunista, sem terem, no entanto, conseguido modificar as influências políticas no seio da lntersindical.









