UGT entrega aos partidos políticos no final de abril contributos para as próximas legislativas

O Guia para a Próxima Legislatura, como o secretário-geral da UGT apelidou o documento, tem como um dos objectivos voltar aos direitos dos trabalhadores antes da entrada da ‘troika’ em Portugal

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, disse hoje que, entre os feriados do 25 de Abril e do 1 de maio, a central sindical vai apresentar aos partidos políticos um conjunto de contributos para as próximas eleições legislativas.

“Entre o 25 de Abril e o 1 de maio, vamos apresentar aos partidos algumas propostas, que não são um projecto de Governo, nem podiam ser, mas são matérias que queremos apresentar no sentido de saber o que pensam e dar os nossos contributos” para os programas eleitorais e para a legislatura”, afirmou à agência Lusa Carlos Silva.

O secretário-geral falava à margem de uma visita a uma fábrica de electrodomésticos, no concelho de Torres Vedras, a convite da comissão de mulheres da central sindical, a propósito das comemorações do Dia Internacional da Mulher.

O Guia para a Próxima Legislatura, como o secretário-geral da UGT apelidou o documento, tem como um dos objectivos voltar aos direitos dos trabalhadores antes da entrada da ‘troika’ em Portugal.

“Portugal está a cumprir com o pagamento do resgate e, estando a cumprir, não faz sentido continuar a impor um conjunto de sacrifícios aos portugueses”, disse, dando como exemplos a necessidade de “atenuar a carga fiscal”, mas também acabar com os cortes nos salários e nas pensões, colocando-os ao nível dos de 2011 e devolver os feriados e os dias de férias suprimidos.

O secretário-geral da UGT adiantou que existem também propostas baseadas em preocupações relativas à escola pública, ao Serviço Nacional de Saúde, à legislação laboral, à privatização de empresas, à reforma da administração pública e à sustentabilidade da Segurança Social.

“Com gente que não contribui, com mais de 300 mil trabalhadores no desemprego, quem é que contribui para a Segurança Social, quem vai pagar as reformas daqui a 20 anos?”, questionou, acrescentando que há necessidade de “discutir estas matérias” e de os parceiros sociais apresentarem contributos para essa discussão.

 

(in Jornal i)

 

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