Comunicado conjunta

Num comunicado conjunto, os parceiros sociais que assinaram o acordo tripartido defendem que os partidos têm que “estar à altura do momento”, sob pena do País entrar numa crise económica e social “de consequências imprevisíveis”.

As quatro confederações patronais e a UGT assinaram um comunicado conjunto no qual defendem que é necessário que os partidos consigam rapidamente um entendimento “sob pena de o País entrar numa fase de grande gravidade em termos económicos e sociais, de consequências imprevisíveis”.

Para um entendimento “célere, consistente e realista”, é necessário que os partidos políticos ponham “de lado interesses partidários de conjuntura”.

“O País está a viver um período muito difícil que exige um alto sentido de responsabilidade por parte de todos os agentes políticos, económicos e sociais e é imperioso que todos estejam à altura do momento”, pode ler-se num comunicado conjunto.

“Estamos convencidos de que o diálogo e a concertação social precisam deste compromisso nacional, sob pena de o País correr o sério risco de entrar numa fase de grande gravidade em termos económicos e sociais, de consequências imprevisíveis”, acrescentam.

CAP, CTP, CIP, CTP e UGT defendem que “Portugal precisa de estabilidade política e social e de uma economia mais forte e competitiva, com um sólido tecido empresarial que permita o aumento da produção, a diminuição do desemprego, crescimento da riqueza e confiança nos mercados externos”.

“É necessário que os partidos assumam, com grande clareza e determinação, essa necessidade e que saibam agir em conformidade e com a urgência que se impõe”.

Na sequência do compromisso devem ser apresentadas “medidas concretas”, que não são detalhadas no documento. O comunicado refere, no entanto, que no mês passado as confederações patronais apresentaram um “compromisso conjunto”.

Na altura, ainda antes da crise política, as confederações patronais defenderam que é necessário reconhecer “que o programa que resgatou a vida e a alegria dos portugueses falhou e que é preciso urgentemente tomar medidas para salvar o país da recessão e do abismo que se avizinha se nada for feito com celeridade”.

O documento divulgado em Junho considerava que é necessário atenuar as pressões sobre a procura interna e equilibrar a redução do défice com a recuperação do tecido económico, através de um “alívio fiscal”.

No comunicado divulgado esta quarta-feira junta-se agora a UGT, que avançou para a greve geral conjunta de dia 27. A CGTP não assina o comunicado.

“As quatro confederações empresariais – que apresentaram o mês passado um compromisso coeso para o crescimento económico em Portugal – às quais se junta agora a UGT apelam a que este entendimento seja encontrado tão rapidamente quanto possível e disponibilizam-se para dar o seu apoio e contributo no sentido de proporcionar ao nosso país um novo ciclo de crescimento económico e social”, concluem.

 

Nas últimas semanas, as reuniões de concertação social têm vindo a ser sucessivamente adiadas. A reforma do Estado, que divide PSD e PS, nunca chegou a ser debatida.

 

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