UGT reflete sobre “igualdade lenta” nos direitos das mulheres

A UGT Madeira quer aproveitar o 8 de março de 2019, Dia Internacional da Mulher, para destacar “com elevada preocupação os tristes indicadores sobre a violência doméstica que vitimiza em particular as mulheres. É urgente uma resposta positiva para este problema”.

Em comunicado, refere que “o princípio da igualdade entre homens e mulheres implica a indispensabilidade de compensar a desvantagem das mulheres no que se refere às condições de acesso e participação no mercado de trabalho e a desvantagem dos homens no que se refere às condições de participação na vida familiar, decorrentes de práticas sociais que ainda pressupõem o trabalho não remunerado emergente dos cuidados à família como uma responsabilidade principal das mulheres, e o trabalho remunerado inerente à vida económica como uma responsabilidade principal dos homens. O aumento da participação feminina no mercado de trabalho tem ocorrido em simultâneo com a crescente flexibilização da relação laboral”.

A UGT apela à reflexão sobre o que diz ser “a maior fragilização dos vínculos contratuais, a insegurança de emprego e o trabalho a tempo parcial involuntário atingem sobretudo a população trabalhadora feminina, estando associados a uma degradação das condições de emprego”, apontando, ainda, que “pese embora a legislação em vigor garanta a Igualdade de Oportunidades entre mulheres e homens no mercado de trabalho, na prática ainda se verificam expectativas diferenciadas para mulheres e homens, decorrentes de estereótipos e papéis sociais de género. A diminuição da discriminação entre homens e mulheres constitui um esforço de toda a sociedade e exige um diálogo civil estruturado entre o poder político e a sociedade civil organizada”.

Apesar dos progressos nos últimos anos nas relações de género, indica o mesmo comunicado, “constata-se que o progresso da igualdade entre Homens e Mulheres é lento e que a igualdade de facto ainda não foi atingida. A vida pessoal e familiar continua a representar um constrangimento significativo ao desenvolvimento profissional das mulheres. A participação dos homens e mulheres no mercado de trabalho é desigual, os lugares de chefia são maioritariamente ocupados por homens e continuam a persistir profissões tendencialmente femininas e tendencialmente masculinas”.

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