PAULO CAFÔFO DEFENDEU QUE O GOVERNO REGIONAL ESTÁ A FALHAR À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO 3º CONGRESSO REGIONAL DA UGT

O Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, esteve presente, esta manhã, na sessão de abertura do 3º Congresso da UGT Madeira, que elege os dirigentes daquele organismo sindical para os próximos anos. Paulo Cafôfo, ele próprio ex-dirigente sindical, enalteceu “a importância do sindicalismo, não só no que respeita às questões corporativas, que são legítimas, mas igualmente do sindicalismo democrático e participativo, que é um instrumento fundamental para o desenvolvimento da comunidade.”

Aludindo aos problemas de desemprego, precariedade, redução de salários e perda de direitos de sociais que tiveram um impacto real na Região ao longo da última década, o Presidente criticou “quem tem responsabilidades governativas na Região, mas acha que a legislação laboral é um entrave ao desenvolvimento económico, como se ter um horário de trabalho e manter direitos que foram conquistados a pulso, fosse um problema. Antes pelo contrário: quem se sente valorizado ao trabalhar, produz mais, e o futuro da Região não passará com certeza pela desregulação laboral.”

Paulo Cafôfo também defendeu, na ocasião, que “a Função Pública deve ser a face de um Estado ao serviço das pessoas, não ao serviço de um Governo Regional” e que “valorizar os trabalhadores da Administração Pública, seja em termos de remuneração, seja na formação, é valorizar o desenvolvimento da Região e a excelência do serviço público. O Governo Regional não pode, por isso, continuar a falhar à Administração Pública, como tem falhado por exemplo na Saúde, com opções incompreensíveis como a redução nas despesas, com impactos diretamente nocivos nos serviços primários. Temos 20 mil cirurgias em lista de espera, 40 mil consultas por fazer, e o Governo Regional decidiu cortar este ano 5,2 milhões de euros aos centros de saúde, o que implica uma redução de 283 mil consultas. É inconcebível.”

O autarca concluiu que o Governo Regional deve valorizar os trabalhadores, garantir melhores serviços básicos, mas também “garantir crescimento económico e criação de emprego. E se continuamos a não conseguir fixar pessoas, e a assistir à emigração da nossa geração mais bem formada de sempre, isso acontece por duas razões: uma é por não apostarmos na Educação e na qualificação da população; a outra é por não conseguirmos desenvolver uma economia mais diversificada, que crie novos empregos e novas oportunidades. É tempo de mudar.”

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